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terça-feira, 26 de outubro de 2010

FÉLIX - III

Eis a obra de Félix Pacheco:

Poesia: "Chicotadas" (versos revolucionários - 1897), "Via Crucis" (1900), "Mors-Amor" (1904), "Luar de Amor" (1906), "Poesias" (1914), com edição definitiva organizada pelo autor em 1932; "Inezita" (1915), "Marta" (1917), "Tú, só tu..." (1917), "Lírios Brancos" (1919), "O pendão da Taba Verde" (1919), "Estros e Pausas" (1920), "A Aliança de Prata" (1932), "Descendo a Montanha" (1935), citado também com o título de "Descendo a Encosta".

Traduções: "A identificação pelas impressões digitais", de Locard (1903), e produções de Bousset, de que publicou vários excertos (1928).

Trabalhos científicos: "O problema da identificação" (1901), "O sistema de Vucetich", "O serviço de identificação no Brasil" (tese-1906).

Estudos históricos: "O publicista da Regência" (Evaristo da Veiga), 1899; "Pela Defesa Nacional", "Marques de Paranaguá" (1907), "Um Francês-Brasileiro" (Pedro Plancer - história do Jornal do Comércio), "Duas Charadas Bibliográficas: Raymond Poincaré e Louis Barthou".

Crítica: "Dois Egressos da Farda" (Euclides das Cunha e Alberto Rangel), "Em louvor de Paulo Barreto" (1921), "A Canaã de Graça Aranha" (1931), "Do sentido do Azar e do Conceito de Fatalidade em Charles Baudelaire" (1933), "Baudelaire e os Milagres da Imaginação" (1933), "Paul Valery e o Monumento a Baudelaire" (1933), "O Mar, através de Baudelaire e Valery" (1933), "Baudelaire e os Gatos" (1934), "A Academia e seus problemas".

Publicou dezenas de conferencias e discursos sobre os mais variados temas: economia, estudos sociais, direito, literatura, crítica, política nacional e internacional, história, finanças, civismo e diplomacia.

*   *   *

Félix Pacheco pertenceu a segunda geração dos poetas simbolistas brasileiros. Muito trabalhou pelo movimento, colaborando ativamente na revista "Rosa-Cruz", de Saturnino de Meireles. Mais tarde converteu-se ao parnasianismo, refazendo muitas das suas produções.

Grandes vultos das letras pátrias elogiaram a inteligência e a capacidade intelectual de Félix Pacheco, bem assim a sua extraordinária personalidade, plena de bondade e afeto para com o próximo.

Principais fontes para o estudo da obra literária de Félix Pacheco: "Estudo da Literatura Brasileira" (2ª série), de José Veríssimo; "Páginas de Crítica", de Medeiros e Albuquerque; "Contribuição à História do Modernismo", de Tristão de Ataíde; "Panorama da Poesia Brasileira" (volume IV), de Fernando Goes; o "Panorama do Movimento Simbolista Brasileiro" (volume 2), de Andrade Murici.

Filho do Governador Gabriel Luís Ferreira e irmão do governador João Luís Ferreira, o nosso Félix adotou as designações familiares de Teodoro Alves Pacheco, parente que tudo fez pela felicidade e pelas vitórias do poeta no Rio de Janeiro. Chamou-se José Félix Alves Pacheco.


A. Tito Filho, 15/10/1988, Jornal O Dia.

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